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Por uma saída nas mãos do povo!

Sejam nas fábricas, no campo, no ônibus ou no boteco, o povo brasileiro tem demonstrado um desencanto profundo – e legítimo – com o mundo político. Enquanto uma forte crise bate à nossa porta, assistimos a um show de horrores pela televisão: trocas de acusações, malas de dinheiro, delações premiadas, contas no exterior, etc. Nas bancas de jornais, no telejornal a noite, as notícias são cada vez piores e os culpados sempre os mesmos: essa "raça" política maldita!

A disposição das elites em derrubar o Governo Dilma – ruim, contraditório, mas democraticamente eleito – passou pelo uso político de uma série de denúncias de corrupção envolvendo políticos e grandes empresas. Visando a desestabilização de um único partido – o Partido dos Trabalhadores –, o espetáculo diário da Lava Jato contribuiu ainda mais para a consolidação de um sentimento de desgosto geral com o nosso sistema político.

Golpe: A falsa solução do impeachment

Diante de uma grave crise política e econômica, o coro descontente das ruas verde-amarelas legitimou a entrega do país ao que de pior há na política nacional. Em poucos meses, ficaram claras as reais intenções do grupo que assumiu o governo: se safar da cadeia e destruir completamente um legado de conquistas populares, desde Vargas à Lula.

Da entrega de tudo o que é nacional às tais “reformas”, o programa de Temer – referendado pelo PSDB, pelos empresários e pela Globo – jamais seria aceito pelas urnas. Agora, diante da evidente dificuldade de um governo ilegítimo e corrupto em tocar o país, o velho Michel passa a ser descartado por seus principais patrocinadores.

Qual é a saída?

Seja quando Dilma contrariou o programa de governo que a elegeu; seja quando foram jogados 54 milhões de votos no lixo por meio de um impeachment ilegal; seja quando são propostas eleições indiretas – o que se percebe é que a vontade popular não tem sido levada em conta ao longo dessa crise interminável.

É bem verdade que a desmoralização de um sistema político desconectado com o povo tem contribuído para o crescimento de “salvadores da pátria”, muitas vezes com discursos antidemocráticos e demagógicos. Mas não podemos ter medo de relegar à população a responsabilidade sobre seu destino – “Todo o poder emana do povo”, lembram?

Por fim, a saída para a crise será pela tão odiada política – passando, em primeiro lugar, por voltarmos a ter representantes legitimados pelo voto. Por mais que estejamos carentes de verdadeiras reformas – política, tributária, agrária, urbana, democratização dos meios de comunicação, etc. –, é tarefa urgente restabelecer o processo democrático, onde quem fala mais alto é o desejo do povo, não do mercado.

 

Por Felipe Pinheiro - diretor do Sindipetro/MG

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Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo no Estado de MG

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