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Petroleiros fazem ato contra a privatização na abertura do XVII Confup

Petroleiros e dirigentes sindicais de todo o País fizeram na manhã desta quinta-feira (3) um ato contra a privatização da Petrobrás na portaria da RLam, na Bahia. A mobilização marcou a abertura do XVII Confup, que acontece até o próximo domingo (6) em Salvador (BA).

Aproximadamente 300 trabalhadores e representantes de movimentos sociais que estão na Bahia para o Congresso fecharam a entrada, impedindo a passagem dos ônibus com os empregados da Petrobrás e terceirizados. O ato teve início por volta de 6h e terminou por volta de 10h30, após uma grande mobilização e uma passeata até o portão da refinaria. Além dos petroleiros, representantes da CUT e CTB, além de movimentos sociais como o MAB, MPA, Levante da Juventude e Marcha Mundial das Mulheres estavam presentes no ato.

O movimento denunciou o desmonte que vem sendo feito na Petrobrás pela gestão Pedro Parente, com a venda de ativos, a redução do número mínimo na operação das refinarias, o corte de pessoal por meio dos PIDV's, o aumento do risco de acidentes, a diminuição da produção de derivados de petróleo para priorizar a importação, e etc.

Segundo a coordenadora do Sindicado Unificado de São Paulo, Cibele Vieira, atualmente, a produção das refinarias brasileiras está em 73% em relação à capacidade instalada e a RLam é uma das mais atingidas por essa política. "Hoje, a RLam é a refinaria com menor produção em relação à sua capacidade, ela opera em 59%", denunciou.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, também denunciou a relação de Pedro Parente com empresas importadoras de petróleo no Brasil, motivo para o desmonte do Sistema Petrobrás promovido por sua gestão. “Por que será que Pedro Parente foi colocado na direção da Petrobrás para acelerar a privatização da empresa? Por que será que o País tinha 50 empresas que importavam derivados de petróleo e hoje já são mais de 200, enquanto as nossas refinarias estão com a carga reduzida? E uma das empresas que tem mais bombado na importação de derivados é a Glencore, que está em processo de fusão com o grupo Bunge, que já foi presidida por Parente. Ou a gente entende isso e define de que lado da disputa nós estamos, ou todos nós vamos sucumbir”.

Confup

Começa na tarde desta quinta-feira (3) o XVII Congresso Nacional da FUP, cujo tema será a campanha “Privatizar faz Mal ao BRasil”. Esse também foi o mote da luta dos petroleiros contra a entrega da Petrobrás no governo Fernando Henrique Cardoso, na década de 90.

O evento deve reunir cerca de 400 petroleiros e debater, entre outras coisas, a situação política do País e buscar formas de interromper o sucateamento que tem sido promovido na Petrobrás.

"Vamos tentar identificar quem financiou o golpe, por quê financiou o golpe, os efeitos do golpe e quais são as ações que nós, petroleiros, enquanto categoria de importância nacional e que tem mais uma vez a sua empresa como um dos pilares do golpe, deve agir para barrar desmonte e conscientizar a sociedade sobre a importância da Petrobrás para o País", afirmou o coordenador geral a FUP, José Maria Rangel.

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Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo no Estado de MG

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